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  • Michelle Maciel

A "chave" de tudo que vivemos hoje, chama-se: Família.

Atualizado: 29 de Ago de 2018


A família é o nosso primeiro grupo, são as pessoas que nos deparamos ao nascer. Sendo assim é o nosso primeiro modelo de interações.

Por isso, muita coisa que achamos que somos ou que são nossas, vem antes de nós.

Ao chegarmos nesse grupos (família) somos acolhidos em um espaço confortável e seguro de expressão da espontaneidade.

Ou

Pelo menos, deveríamos ser!


Só que toda família tem seu drama


E eu acredito que cada um faz o que consegue fazer, do jeito que consegue.

Só que às vezes, o que a família consegue oferecer é abandono, cobranças, insegurança, conflitos...


Segundo um grande estudioso, chamado Bert Hellinger:


Tudo aquilo de que me lamento ou queixo, quero excluir

Tudo aquilo a que aponto um dedo acusador, quero excluir. A toda a pessoa que desperte a minha dor, estou a excluí-la. Cada situação em que me sinta culpado, estou a excluí-la. E desta forma vou ficando cada vez mais empobrecido.

O caminho inverso seria: a tudo de que me queixo, fito e digo: sim, assim aconteceu e integro-o em mim, com todo o desafio que para mim isso representa. E afirmo: irei fazer algo com o que me aconteceu. Seja o que for que me tenha acontecido, tomo-o como a uma fonte de força. É surpreendente o efeito que se pode observar neste âmbito. Quando integro aquilo que antes tinha rejeitado, ou quando integro aquilo que é doloroso para mim, ou que produz sentimentos de culpa, ou o que quer que me leve a sentir que estou a ser tratado de forma injusta, o que quer que seja… quando tento incorporar tudo isso, nem tudo cabe em mim. Algo fica do lado de fora. Ao consentir plenamente, somente a força é internalizada.

Tudo o resto fica de fora sem me contaminar"

O que você vem excluindo hoje da sua vida?

Quem? O que? E o por quê?


É raro as pessoas falarem que se sentiam seguras em sua infância, que receberam o suficiente dos seus pais ou cuidadores, que podiam dizer abertamente o que sentiam sem que isso não fosse usado contra elas.


É daí que vêm os grandes emaranhamentos.


Um exemplo disso, bem simples, é quando algo acontece na escola e a criança conta para os pais, e eles dizem:

"você tem que se defender, faça alguma coisa!"

Ou pior ainda, usam uma fragilidade da criança, dizendo:

"Bem feito. Fulano estava certo, você é isso e/ou aquilo!"

O modo que interagimos com o mundo e as motivações de nossas escolhas, têm a ver com as raízes familiares.


O que eu chamo de raiz aqui?

Tudo que funciona e não funciona em nossa família. Como eles são? Como enxergam o mundo? Como se relacionam?...

Os vínculos que somos capazes de desenvolver ou não, são frutos do modelo de aprendizagem que fomos submetidos.

Mas, muitas vezes não sabemos disso, porque não aprendemos isso na escola, não aprendemos sair dos emaranhamentos que sem perceber estamos.


É a partir daí que a história de nossa vida começa!


Talvez você esteja vivenciando alguma dificuldade em sua vida hoje, talvez você tenta mudar alguma área de sua vida, até dá alguns passinhos, mas tudo parece tão longe de alcançar ou alterar.

Você pode estar vivenciando uma dependência emocional, financeira, dificuldade de dizer não quando você quer dizer não, vivendo com um sentimento de inferioridade, que pode estar fazendo você fazer as mesmas escolhas de sempre, e assim se manter no mesmo lugar e acreditar que não tem jeito, que você nasceu assim, e nada mais pode ser feito.

E a grande verdade é que não sabemos o que fazer, porque estamos engessados e reféns de nossa bagagem familiar: nossos traumas, nossas vivências e dinâmicas relacionais.

E tudo isso operando ativamente em nós, muito antes até de adquirirmos a linguagem, sendo então muito difícil de compreendermos o que sentimos, queremos e os por quês.

Olhe para o seu pai e sua mãe agora (mentalmente)

O que sente?

Se a resposta não foi rapidamente "Gratidão" e se não estiver em ressonância com o que sente (cabeça e coração falando a mesma coisa),

há aspectos que precisam ser olhados.

Por isso, reflita sobre sua história de vida!


Se não olhar para sua história, não vai conseguir transformá-la.

E então, vai ficar caminhando cheio de bagagens que você pode abrir mão, se quiser, e se acessá-las.

Podemos observar tudo isso no nosso dia a dia!

Podemos olhar para nossa história de vida e familiar,

pra noooooossaaaaaaaaaaa, tá !!!!!!!!!!

A que sentimos dentro de nós, não aquela história que nos contam sobre nós, e assim, compreendê-la melhor.


A chave esta dentro de cada um de nós!

A chave é a nossa história!


Essas chaves são diferentes, mas vivemos buscando fora, buscando a chave do vizinho para abrirmos a nossa porta.

E é por isso, que não dá certo.

Porque só o processo de autoconhecimento pode te ajudar!

Dificuldades, traumas, problemas familiares... de uma certa forma, todo mundo vive.

O problema esta em não ressignificar tudo isso dentro de nós.

O ser humano adoece por permanecer cristalizado, e muitas vezes sem saber em que estado se encontra verdadeiramente.


Porque a jornada é única,

É individual!

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